Câmara de Lobos

Câmara de Lobos
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Câmara de Lobos é uma cidade sede de concelho e freguesia, situada na costa sul da ilha da Madeira. O concelho de Câmara de Lobos tem cerca de 35 000 habitantes distribuídos por uma área de 51,82 km
².
O nome desta freguesia provém do facto de, na época da descoberta da ilha, ter sido avistada grande quantidade de lobos-marinhos naquela enseada que ainda hoje mantém a mesma configuração. Atualmente, estes animais surgem ocasionalmente apenas na costa sul da ilha, havendo uma colónia preservada nas Ilhas Desertas.

As principais atividades económicas da freguesia são a pesca, a agricultura - com destaque para a cultura da banana -, o comércio, os serviços e a indústria.

Câmara de Lobos foi o primeiro local onde habitou João Gonçalves Zarco, o navegador que descobriu a ilha, entre 1420 e 1424. Esta foi a primeira povoação criada na Madeira pelo próprio João Gonçalves Zarco, sendo elevada a freguesia em 1430.

Esta terra de pescadores, que têm como principal especialização a pesca do peixe-espada preto, deve a sua fama aos pescadores que pintam a baía com os seus barcos pitorescos e bem caraterísticos - os Xavelhas. O antigo primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, pintou este retrato excecional quando visitou a ilha a 8 de janeiro de 1950.

O património histórico da freguesia de Câmara de Lobos passa pela igreja de São Sebastião, edificada no século XVI; pela capela de Nossa Senhora da Conceição, fundada no século XV e reedificada no século XVIII; pelo antigo convento de São Bernardino, construído em 1425; e pelo Forno da Cal, integrado no projeto turístico da zona das Salinas.

Aqui pode subir ao Ilhéu de Câmara de Lobos, um rochedo sobranceiro ao mar que se assemelha a uma ilha, onde habita grande parte da classe piscatória desta localidade. Este espaço foi recentemente remodelado e adaptado a atividades culturais, com um bonito jardim, proporcionando magníficas vistas sobre a cidade, o mar e os arredores, incluindo o Cabo Girão.

Além da freguesia de Câmara de Lobos, fazem parte deste concelho quatro outras freguesias: Curral das Freiras, Estreito de Câmara de Lobos, Jardim da Serra e Quinta Grande.

Câmara de Lobos
Câmara de Lobos foi o primeiro local onde habitou João Gonçalves Zarco, o navegador que descobriu a ilha, entre 1420 e 1424. O património histórico da freguesia de Câmara de Lobos passa pela igreja de São Sebastião, edificada no século XVI; pela capela de Nossa Senhora da Conceição, fundada no século XV e reedificada no século XVIII; pelo antigo convento de São Bernardino, construído em 1425; e pelo Forno da Cal, integrado no projeto turístico da zona das Salinas.

Aqui pode subir ao Ilhéu de Câmara de Lobos, um rochedo sobranceiro ao mar que se assemelha a uma ilha, onde habita grande parte da classe piscatória desta localidade. Este espaço foi recentemente remodelado e adaptado a atividades culturais, com um bonito jardim, proporcionando magníficas vistas sobre a cidade, o mar e os arredores, incluindo o Cabo Girão.

Além de um passeio pela baixa da cidade, aconselha-se subir ao Pico da Torre de forma a ver a configuração peculiar da baía. No centro de Câmara de Lobos existem bares e restaurantes conhecidos onde se podem apreciar bebidas típicas, como a poncha, e saborear a gata, um peixe apanhado nos mares da Madeira e posto a secar naquele mesmo local. Por isso mesmo, algumas vezes, numa determinada zona à entrada da cidade, surge no ar um cheiro intenso derivado ao processo de secagem.
Curral das Freiras
O Curral das freiras é a freguesia mais extensa do concelho de Câmara de Lobos, com 25,07 km², por onde estão distribuídos cerca de 1700 habitantes. Esta freguesia tem uma localização única na ilha da Madeira, pois situa-se num vale profundo que se assemelha à cratera de um vulcão, mas que deve o seu aspeto apenas à forte erosão.
 
O nome desta localidade nasce de uma curiosa situação que se calcula ter acontecido por volta de 1560. As freiras do Convento de Santa Clara, ao fugirem dos corsários franceses luteranos que invadiram a ilha e saquearam a cidade do Funchal, encontraram o abrigo ideal nesta localidade escondida entre as montanhas.
 
O Curral das Freiras é um dos poucos locais da ilha que não é visível do mar e é, por isso, mais protegido e de difícil acesso. Ainda nos dias de hoje tem só um acesso de carro por uma estrada serpenteante a partir do Funchal. 

Hoje em dia, a freguesia assenta a sua economia na agricultura e ainda no pequeno comércio, restauração e hotelaria. No campo da restauração predomina a utilização da castanha, a produção mais caraterística da localidade, concretamente na confeção de sopa. É precisamente usufruindo da típica produção de castanhas que se celebra, a 1 de novembro, a “Festa da Castanha”.
 
A Igreja de Nossa Senhora do Livramento constitui o único património histórico do Curral das Freiras. Edificada no século XIX, esta igreja foi alvo de importantes obras no início do século XX, onde se construíram altares laterais em honra de Nossa Senhora do Livramento e do Sagrado Coração de Jesus e também o altar-mor da igreja.
 
A caminho do Curral das Freiras encontra-se o Miradouro da Eira do Serrado, um ponto de paragem obrigatório. Neste miradouro, situado a uma altitude de 1095 metros, temos uma excelente vista da freguesia do Curral das Freiras e de todas as montanhas que a rodeiam.
Estreito de Câmara de Lobos
O Estreito de Câmara de Lobos é uma freguesia com cerca de 10 300 habitantes dispersos numa área de 8,14 km². Segundo alguns autores, a origem do seu nome deve-se á sua caraterística geográfica, por ser um desfiladeiro em vale estreito. No entanto, há quem diga que o seu nome descende de um determinado sítio ou lugar, que no seu conjunto, com maior ou menor propriedade na aplicação do termo, tivesse tido primitivamente o nome de Estreito. Com o tempo, acabaria por se estender aos terrenos circundantes até se alargar para designar mais tarde a freguesia inteira.
  
O património histórico da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos é fundamentalmente constituído pela igreja de Nossa Senhora da Graça, construída no século XVIII. A igreja tem uma grande riqueza arquitetónica, destacando-se a capela-mor e o corpo principal pela sua talha pintada a azul e ouro. A 15 de agosto é celebrada aqui a festa em honra de Nossa Senhora da Graça, a maior romaria desta freguesia.
 
Falar de vinho Madeira é fazer uma referência obrigatória à freguesia do Estreito de Câmara de Lobos. A sua ligação à produção do vinho é tão importante que a localidade muda de cor duas vez por ano, quando as vastas extensões de vinha têm as folhas verdes ou roxas. Em sua honra realiza-se todos os anos, no verão, a “Festa das Vindimas”, considerado o mais importante certame cultural e promocional desta freguesia. Esta festa conta com uma grande animação musical, com conjuntos musicais, bandas de música e grupos folclóricos, e também com desfiles alegóricos, pisa de uvas e ainda uma mostra das atividades da freguesia.
 
A nível gastronómico, a espetada é tida como tendo nascido nesta freguesia. Diz-se que, na década de 50, um proprietário de um pequeno bar, mais tarde transformado no restaurante "As Vides", quebrou essa tradição secular ao introduzir no seu bar a espetada como especialidade gastronómica. Os restantes restaurantes da ilha acabariam por segui-lo, tornando este um dos pratos mais típicos da ilha.

Outro ponto de interesse desta localidade é a Levada do Norte, que se pode aceder a partir do Estreito, no sítio do Calvário. Este é um ponto de partida para um passeio a pé através deste curso de água, que transporta água desde o norte da ilha para os concelhos da Ribeira Brava e de Câmara de Lobos.
 
Apesar da atividade económica mais caraterística desta freguesia ser a agricultura, onde a cultura da vinha assume papel relevante, o Estreito de Câmara de Lobos apresenta um grande desenvolvimento comercial.
Jardim da Serra
Com uma área de 7,10 km² e 3 311 habitantes, o Jardim da Serra é a mais jovem freguesia da ilha da Madeira, elevada a esta categoria em março de 1996. Segundo alguns autores, o nome Jardim da Serra, deriva da Quinta do Jardim da Serra, construída neste local, no século XIX, por Henry Weiteh, no primeiro lugar da Serra. A Quinta tinha um sumptuoso jardim que passou a ser conhecido por Jardim da Serra. Assim, deu origem à denominada quinta e, atualmente, ao território ocupado pela freguesia.
 
Esta freguesia carateriza-se por ser uma terra fértil em cerejas. Este é o único local da ilha onde este fruto vermelho cresce e, por isso, todos os anos é celebrada uma festa em sua honra que atrai milhares de pessoas.
 
Nesta freguesia situa-se o Miradouro da Boca da Corrida, situado acima dos 1000 metros, proporcionando uma excelente vista sobre o Curral das Freiras e vários cumes vulcânicos. Também nesta freguesia se localiza o Miradouro da Boca dos Namorados, muito visitado pelos turistas e que oferece uma excelente vista da parte sul da freguesia do Curral das Freiras, onde existe uma vereda que possibilita um acesso pedestre ao Curral das Freiras.
 
A atividade económica do Jardim da Serra baseia-se na agricultura, horticultura, floricultura e por uma unidade hoteleira de qualidade desde 2003.
Quinta Grande
A freguesia da Quinta Grande situa-se na costa sul da ilha da Madeira e tem cerca de 2 200 habitantes distribuídos por uma área de 4,19 km². O nome desta freguesia deve-se a uma extensa propriedade que os jesuítas possuíam no local, de que foram seus povoadores, e que, com o tempo, acabaria por abranger a localidade.
 
Como património cultural, pode visitar a igreja paroquial de Nossa Senhora dos Remédios, a capela da Vera Cruz e a capela de Nossa Senhora de Fátima.
 
Nesta freguesia situa-se o Cabo Girão, o promontório à beira mar mais alto da Europa e o segundo mais alto do mundo, com 580 metros de altitude. Do miradouro do Cabo Girão temos uma extraordinária vista panorâmica desde Câmara de Lobos até à baía do Funchal, com o azul do mar como cenário. No fundo do Cabo Girão existem umas fajãs com terrenos cultivados, para as quais se pode aceder através de um maravilhoso passeio de barco ou por teleférico.
 
Além destes pontos, destaque para o miradouro da Fajã dos Padres e a Quinta do Pomar, para a qual se pode descer de elevador para fazer praia, uma refeição ou usufruir das casas de turismo de habitação que lá existem.
 
A principal atividade económica desta freguesia é, ainda nos dias de hoje, a agricultura.
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