Funchal

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Situado numa baía banhada pelo oceano Atlântico, na costa sul da ilha da Madeira, o Funchal é a capital do arquipélago da Madeira.
Cidade com cerca de 500 anos, desde 21 de agosto de 1508, o Funchal deve o seu nome a uma erva bravia com cheiro adocicado, o “Foeniculum Vulgare”, tradicionalmente conhecida por funcho, que existia abundantemente na altura do seu povoamento.
 
O Funchal constitui o maior centro turístico, comercial e cultural de todo o arquipélago da Madeira. A cidade oferece um vasto leque de atividades de lazer, desde visitas aos seus museus, igrejas e outros monumentos, passeios nos seus fantásticos jardins, na Marina do Funchal repleta de embarcações, compras e saídas à noite para bares e discotecas.

Em forma de anfiteatro, o concelho do Funchal alonga-se por uma encosta de grande extensão, desde o nível do mar até ao Pico do Areeiro, a 1818 m de altitude.
 

Segundo os censos de 2011, o Concelho do Funchal tem 111 892 habitantes repartidos por 10 freguesias: Imaculado Coração de Maria, Monte, Santa Luzia, Santa Maria Maior, Santo António, São Gonçalo, São Martinho, Sâo Pedro, São Roque e Sé.
 

Imaculado Coração de Maria
O Imaculado Coração de Maria foi elevado à categoria de freguesia, a 26 de novembro de 1954, devido ao seu aumento demográfico.

O Funchal foi sujeito a uma profunda renovação, na década de 40 do século XX, que o transformou numa cidade mais moderna com capacidade para corresponder às expetativas do turismo internacional em que havia apostado. Deu-se uma vaga de migração para responder às necessidades de construção de novas acessibilidades pavimentadas, de novos edifícios oficiais e de unidades hoteleiras. A parte da população, que encontrou emprego na construção civil, alojou-se ao longo das encostas do Funchal. Esta conjuntura originou a criação de novas freguesias, como foi o caso do Imaculado Coração de Maria.
 
Monte
A freguesia do Monte foi criada a 9 de fevereiro de 1565 com base na devoção á Nossa Senhora do Monte, que remonta do século XV. Com a aluvião de 1803, a Senhora do Monte passou a ser evocada como padroeira da ilha da Madeira e, em 1818, foi inaugurada a igreja em sua homenagem.

Alojada no alto de uma majestosa escadaria, a igreja do Monte tem duas torres e dispõe de um amplo adro com uma vista esplêndida sobre o Funchal. Na escadaria está a estátua do beato Carlos de Habsburgo, que faleceu na Quinta do Monte em fevereiro de 1922, cujo esquife repousa numa das capelas da igreja.

A mais importante e concorrida romaria da ilha da Madeira é a festa de Nossa Senhora do Monte, celebrada a 15 de agosto, à semelhança do que acontecia no final do século XV e início do século XVI.

No Monte encontram-se alguns dos mais belos palacetes de outros séculos e muitos outros aspetos que dão a esta localidade um romantismo intemporal.
 
O Parque Municipal do Monte, também conhecido como Parque Leite Monteiro, é o jardim municipal que se situa a uma maior altitude, 550 metros.
O Jardim Tropical do Monte Palace, que é hoje a sede da Fundação de Solidariedade Social José Berardo, é um dos maiores atrativos desta localidade.
 
Os jardins da emblemática Quinta do Monte foram recuperados e, hoje, a mesma é denominada por “Quinta Jardins do Imperador”. 

A partir do Monte pode desfrutar de um passeio único nos típicos carros de cesto. Estes carros são empurrados pelas mãos de dois “carreiros” e fazem um percurso de 2 km até ao Funchal, no Livramento, deslizando sobre esquis de madeira.


Nesta freguesia, no Largo das Babosas, existe um teleférico que faz ligação ao Funchal, à Zona Velha, numa viagem de 11 minutos que proporciona excelentes vistas sobre a baía e os vales do Funchal.

Neste local existe também um teleférico que faz ligação ao Jardim Botânico, numa viagem de 9 minutos, com uma paisagem de grande beleza natural formada por uma mancha florestal de Laurissilva.

A cerca de 2 km do Monte, no Terreiro da Luta, encontra-se o maior monumento que existe na Madeira, dedicado a Nossa Senhora da Paz.

No final do século XIX existiu o Caminho de Ferro do Monte, vulgarmente conhecido como Comboio do Monte ou Elevador do Monte, que era uma ferrovia de via única em cremalheira que ligava o Pombal, no Funchal, ao Terreiro da Luta, no Monte, numa extensão 3 911 km. As composições eram formadas por uma única carruagem, que era empurrada no sentido ascendente ou sustida no sentido descendente pela locomotiva. A ocorrência de dois acidentes fez com que a população deixasse de usar este transporte, levando a que a linha fosse desmantelada em 1943.
Santa Luzia
 
A freguesia de Santa Luzia foi criada pelo alvará de D. Pedro II de 28 de dezembro de 1676. No início instalou-se uma pequena capela, que foi progressivamente ampliada. Posteriormente fez-se uma nova construção, entre 1719 e 1741.

No seu território ficava o antigo convento da Encarnação, onde foi erguido um importante edifício do antigo Seminário. Posteriormente funcionou como sede da antiga Junta Geral, depois como escola secundária. Ainda hoje encontra-se nesta zona um considerável número de antigas quintas madeirenses.

Nesta freguesia situa-se o Jardim Público de Santa Luzia, com uma área de cerca de 17 000 m2 de espaço verde. Este jardim foi construído no local da antiga Fábrica do Hinton, uma fábrica de aguardente e açúcar com um papel muito relevante na indústria sacarina da Madeira, tendo, por isso, sido conservada a enorme chaminé da velha fábrica.
 
Santa Maria Maior
A freguesia de Santa Maria Maior, inicialmente conhecida por Santa Maria do Calhau, foi instituída pelos primeiros povoadores da capitania do Funchal e, embora sem instituição oficial e canónica, já era uma realidade entre 1425 e 1430. 
 
No Núcleo Histórico de Santa Maria pode conhecer várias atrações turísticas e monumentos de uma relevante importância cultural.


Aqui vale a pena visitar o Forte de São Tiago, construído em 1614 para defender o Porto do Funchal, posteriormente restaurado e onde hoje se encontra o Museu de Arte Contemporânea, e um agradável restaurante debruçado sobre o mar. A Igreja de Santa Maria, também conhecida por Igreja do Socorro e erguida por iniciativa dos cidadãos no século XVI, e a Capela do Corpo Santo, edificada no século XV, constituem outros importantes recursos históricos.

A Zona Velha foi requalificada e apresenta o projeto cultural “Arte de Portas Abertas”, que resultou na dinamização social e cultural deste bairro, transformando-o numa “galeria de arte” permanente e ao ar livre, através da recuperação criativa, por parte de artistas e artesão locais, de portas de casas, lojas e espaços até agora abandonados.
 
Nesta zona encontra o Teleférico do Funchal, que liga a Zona Velha da cidade do Funchal à freguesia do Monte em cerca de 15 minutos, proporcionando espetaculares vistas sobre toda a baía do Funchal. 
 
Neste local as estreitas ruas com calçada e as fachadas das casas antigas recuperadas oferecem uma agradável caminhada que conduz ao Mercado dos Lavradores. 
 
A Zona Velha constitui uma grande atração da vida noturna madeirense. Encontramos aqui várias casas de fado e bares com música ambiente, onde são servidas a tradicional poncha e outras bebidas. Existe também uma grande variedade de restaurantes onde é possível apreciar as maravilhas da gastronomia madeirense.
 
Também nesta área, nomeadamente na Rua de Santa Maria e no Largo do Corpo Santo, é feita anualmente uma homenagem ao santo padroeiro da cidade do Funchal, São Tiago Menor. Esta festividade destaca-se pela envolvência de um arraial típico madeirense, num ambiente de muita animação musical.
Santo António
Santo António intitula-se de paróquia a partir de 1566 e, tal como a freguesia do Monte, orgulha-se de possuir uma igreja de duas torres, que tem um especial impacto na paisagem onde está inserido. A freguesia é a mais populosa do Funchal, englobando uma vasta área entre o miradouro do Pico dos Barcelos e os vários lombos.

A 12 de junho as ruas do centro da freguesia de Santo António enchem-se para receber as Marchas Populares. Nestas marchas participam grupos de pessoas oriundos de diversas partes da ilha para homenagearem Santo António, o Santo Casamenteiro.

Nesta freguesia está situado o Miradouro do Pico dos Barcelos, a cerca de 355 metros de altitude, construído em 1950. A partir deste miradouro é possível contemplar uma panorâmica deslumbrante sobre a baía e a cidade do Funchal, com as ilhas Desertas em segundo plano.

Foi nesta freguesia que nasceu o jogador de futebol Cristiano Ronaldo, a 5 de fevereiro de 1985. Residia no bairro da Quinta Falcão, onde começou dar os primeiros pontapés na bola, jogando futebol com as crianças e até adultos da zona. O seu primeiro contacto mais sério com o mundo do futebol deu-se num clube da freguesia, o Andorinha, onde o pai era responsável pelos equipamentos.
 
São Gonçalo
A freguesia de São Gonçalo foi criada em 1558. Em meados do século XX iniciou-se a construção da atual igreja, feita ao gosto do Estado Novo. Nesta igreja existe uma imagem de Nossa Senhora, da autoria de Francisco Franco, esculpida em 1914 e oferecida à freguesia por Henrique Vieira de Castro, em 1921.

Quase no extremo leste desta freguesia fica localizado o Miradouro das Neves, mais conhecido por Miradouro do Pináculo. Situado a 283 metros do nível do mar, este miradouro proporciona uma das mais belas vistas da baía do Funchal.
 
São Martinho
Os terrenos da freguesia de São Martinho foram desmembrados dos da freguesia de São Pedro no final do século XVI.
Foi erguida uma igreja no final do século XIX, cuja primeira pedra foi lançada a 8 de julho de 1883, mas os trabalhos só arrancariam no século XX.  
A partir de 1940, com a transferência do cemitério central da área das Angústias para os terrenos anexos à velha igreja, esta passou a capela funerária.
São Pedro
Entre o final do século XV e o século XVI, as classes mais abastadas afastaram-se da parte baixa do Funchal e começaram a ser construídas as residências das famílias dos capitães do Funchal na encosta da cidade, ao longo da então Ribeira Grande, também denominada Ribeira de São Francisco. A importância da população aí residente fez com que fosse solicitada a criação de uma nova freguesia a 1566. Em 1595 concluiu-se a construção da sua igreja e em pouco tempo São Pedro passou a ser a freguesia mais populosa do Funchal e sede da principal burguesia insular.

A Igreja de São Pedro, datada do século XVI, apresenta um conjunto notável de elementos arquitetónicos e decorativos, como o seu portal maneirista, o cadeiral, datado de 1633, e um belíssimo conjunto de azulejos dos séculos XVII e XVIII.

Nesta freguesia situam-se vários museus dignos de visita que constituem um grande património cultural da Madeira.

O Museu Municipal do Funchal ou Museu de História Natural localiza-se num palácio urbano de arquitetura barroca, onde viveram no século XIX os Condes de Carvalhal, tendo-se celebrizado as receções ali ocorridas.

Na Casa Museu Frederico de Freitas, de arquitetura civil romântica, viveu o jurista Frederico da Cunha e Freitas, que ali abrigou diversos objetos artísticos.

O Museu da Quinta das Cruzes situa-se numa quinta de arquitetura civil barroca, onde residiu o 2.º capitão-donatário do Funchal.

O museu de Photografia Vicentes situa-se no edifício composto pela antiga residência e estúdio fotográfico de Vicente Gomes da Silva, pioneiro da fotografia em Portugal.

O Forte de São João Baptista, mais conhecido como Fortaleza do Pico, situado na freguesia de São Pedro, tornou-se num dos “ex-libris” da ilha da Madeira. A partir desta fortaleza é possível contemplar um dos melhores panoramas sobre a cidade do Funchal, comparável a um passeio de helicóptero sobre a capital.

Nesta zona fica o Convento de Santa Clara, mandado edificar em finais do século XVI pelo segundo capitão-donatário da ilha da Madeira, João Gonçalves da Câmara, nas imediações da residência de seu pai para recolher filhas da nobreza local.
 
São Roque
São Roque é uma freguesia desde março de 1579 e foi instituída na antiga capela de São Roque, construída no início do século XVI pelos moradores com a ajuda de fundos camarários, uma vez que São Roque era um dos padroeiros do Funchal, que protegia a população contra a peste.

A pequena capela inicial deu lugar a uma igreja edificada em 1704 perto daquele local, que acabou por ruir em 1790. Construiu-se então uma nova igreja cujas obras se prolongaram até 1820 e os acabamentos até meados do século XIX.
A freguesia da Sé, inicialmente conhecida por Santa Maria Maior, foi a sucessora da primeira freguesia do Funchal, instalada com a chegada dos primeiros povoadores. A construção da igreja desta freguesia começou em 1500 e estava quase pronta em 1508, quando foram benzidas as paredes. No mesmo ano a vila do Funchal foi elevada a cidade. Em breve, a igreja grande era acabada para sé, sede do bispado dos descobrimentos portugueses.

Nesta freguesia encontramos a Igreja do Colégio dos Jesuítas ou Igreja de São Evangelista. É uma bela obra dos jesuítas, que apresenta uma talha dourada do século XVII, considerada uma das mais valiosas peças de talha seiscentista portuguesa. Exibe também azulejos e pinturas dos séculos XVII e XVIII.

O edifício da Câmara Municipal do Funchal situa-se no antigo Palácio do Conde Carvalhal, nesta freguesia.
 
O Museu de Arte Sacra, patente nesta freguesia, apresenta importantes núcleos de pintura flamenga dos séculos XVI a XVIII, escultura religiosa dos séculos XVI a XVIII e ourivesaria sacra dos séculos XVII e XVIII.

O Palácio do Governo Regional fica nesta localidade.

A Assembleia Regional, também aqui localizada, está hoje instalada num edifício construído a mando de D. Manuel I para a Alfândega do Funchal.

Nesta freguesia encontramos a Fortaleza ou Palácio de São Lourenço, um palácio de arquitetura militar, manuelina e maneirista, que sofreu alterações ao longo dos tempos e que o transformaram progressivamente num “palácio nacional”.

O Teatro Municipal Baltazar Dias, localizado na Avenida Arriaga, apresenta um grande equilíbrio arquitetónico.
 
Na Avenida Arriaga está erguida uma estátua ao descobridor João Gonçalves Zarco, executada por Francisco Franco, a pedido da Junta Geral do distrito, com o intuito de perpetuar a figura e obra de Zarco.

Nesta zona encontra as Adegas de São Francisco, “The Old Blandy Wine Lodges”, que possuem uma interessante área de exposição situada num conjunto de edificações, em grande medida a única parte remanescente do antigo Convento de São Francisco do Funchal, demolido no século XIX.

O Jardim Municipal, também conhecido por Jardim Dona Amélia, situa-se no lado norte da Avenida Arriaga e ocupa uma área de 8.300 m2.

O Parque de Santa Catarina, com uma área de cerca de 36 000 m2, situa-se entre a Avenida do Infante e a Avenida Sá Carneiro.

A Quinta Vigia, situada perto do Parque de Santa Catarina, é hoje a residência oficial do Governo Regional da Madeira.
 
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