Fruto de muito saber, técnica e paixão

No caso do vinho Madeira, um vinho fortificado, após a vindima e a pisa da uva, o mesmo é sujeito à fermentação, sendo esta parada com a adição de álcool vínico a 96%, conforme o enólogo pretenda que o vinho seja mais doce ou mais seco. Segue-se então o processo de produção, Estufagem ou Canteiro. No primeiro, o vinho é colocado em estufas de aço inox, aquecidas, durante cerca de 3 meses, entre 45 e 50 graus Celsius, passando depois por um período de «estágio» de pelo menos 90 dias à temperatura ambiente. Após este processo, o vinho pode permanecer em inox ou ser colocado em cascos de madeira, até reunir as condições para ser engarrafado.
 
Já no segundo processo, Canteiro, os vinhos são envelhecidos em cascos, normalmente nos pisos mais elevados dos armazéns, onde as temperaturas são mais elevadas, pelo período mínimo de 2 anos. Trata-se de um envelhecimento oxidativo em casco, desenvolvendo nos vinhos caraterísticas únicas de aromas intensos e complexos. Esta denominação provém do facto de se colocar as pipas sob suportes de traves de madeira, denominadas de canteiros.
 
Já nos vinhos tranquilos da Madeira, o processo é, de alguma forma, semelhante à produção dos vinhos tranquilos por todo o mundo, sendo de salientar o terroir dos vinhos madeirenses, conferindo-lhes uma acidez e frescura singular.
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